quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ave Cezar !!!

PREFÁCIO DO AUTOR.

Esse texto surgiu no meio de um projeto de RPG por email, onde eu e um narrador deveríamos trocar mensagens diariamente, mas eu acabei atropelando tudo e sai escrevendo como um louco. Peço desculpas as senhoras que eventualmente vierem a ler este texto, já que ele contém um trecho de narrativa erótica.

Apesar disso foi exatamente no tipo de literatura que as Sras. e donas de casa gostam que eu busquei inspiração. Emanuelle, Sabrina e tantas outras estão ai entulhando os sebos para comprovar o que digo, As aventuras de Cezar são uma narrativa paralela e ele habita o mesmo universo que o Galego, KID, Pinto e os outros.

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O Rio de janeiro, como qualquer grande cidade esconde muitas estórias gente anônima, que sem mais nem menos acaba de repente saindo daquele marasmo e indo de encontro a grandes feitos ou a destruição completa... Os tele jornais nunca alcançam o peso de seus feitos nem de suas conquistas nem de suas desgraças. Esse é o começo da estória de Cezar, analista financeiro de uma grande corretora do mercado de ações. Um homem de meia idade, estressado como todos nós...

O almoço é sempre uma das melhores horas do dia. É aquele momento em que você simplesmente decide esquecer os problemas e se concentra em comer algo que gosta.

Andando pelas ruas Cezar tenta se decidir onde almoçar. O calor torna-se um convite para a praia, na juventude Cezar inventaria qualquer desculpa no trabalho para fugir do expediente e ir pegar uma onda, mas agora com o dinheiro de tanta gente passando por suas mãos ele se contenta com um sorvete. Então como que atraido magnéticamente observa uma linda advogada lambendo insinuantemente uma casquinha do McDonalds, para em seguida enfiar a sobremesa por completo dentro da boca, sem perceber que está sendo observada pelos olhos famintos de Cezar...
No centro da cidade as pessoas “sem rosto” passam sem parar ao seu lado, e você chega a ignorar completamente a existência delas enquanto pessoas elas são apenas trânsito, caminhar no centro é uma mistura de barulhos, poluições visuais e sonoras, misturadas com receio de trombadinhas e procura de belas bundas.

O Mcdonalds novamente chama a atenção, mas Cezar resiste bravamente e continua a caminhar. Após alguns minutos chega à um restaurante, pequeno, mas bem arrumado, de qualquer modo, não está em seus planos gastar muito dinheiro almoçando hoje.

E a fome aperta, enquanto isso Cezar passa pela recepcionista que lhe entrega uma comanda. Esse restaurante a quilo tem um ótimo custo beneficio é o que ele pensa. Doze Reais o quilo é quase uma pechincha quando se fala em comer no centro da cidade.

Ele olha ao redor e vê as mesas cheias de gente, grupinhos bem organizados em torno dessa necessidade básica humana que é comer. E pensa o que tem demais nisso que perda de tempo sair pra comer com pessoas com que não se tem a menor afinidade. Com as quais a única coisa de comum é o fato de trabalharem na mesma empresa.

E enquanto se serve, pensa nas necessidades básicas do homem, de como as pessoas gostam de socializar enquanto comem e tem vergonha de sequer mencionar o fato de defecarem. E ri sozinho ao pensar na quantidade de pessoas se organizando para promover sopões e restaurantes populares onde os mendigos comem por um real. Qualquer chefe de família serve um prato de comida a um mendigo mas raros são os que permitem que um morador de rua use um sanitário, ainda que seja um sanitário público como o de um bar.

Ele faz seu prato e o pesa, exatamente oito reais, a funcionária da balança diz que ele foi premiado, já que seu prato ficou com um peso redondo. E ele pergunta com ar de quem imagina que premio grandioso seria esse. A mulher lhe diz então que ele não pagará o almoço como premio. Cezar acha isso ridículo... Mas no fim é um dinheiro a menos que se gasta.

No dia seguinte começa a perceber que tem um estranho talento, consegue apenas olhando saber o peso de tudo o que esta nas bandejas do restaurante. E também consegue calcular quase que instantaneamente a soma de todos os pesos. Cezar então serve a mesma quantidade de comida, marcando novamente oito reais na balança. E mais uma vez é premiado. A operação se repete ao longo da semana até que na quinta feira o gerente já lhe espera na bandeja e quando ele pesa sua comida esperando pela promoção o gerente lhe diz que ela fora encerrada.

Pra ele tudo bem mesmo, só queria saber até onde iria aquela merda de promoção. Tinha economizado uma graninha com almoço nessa semana e não sabia muito bem o que fazer com ela. Cezar era assim, um homem metódico que calcula cada grama em um prato de comida. Capaz de criar um orçamento mensal e cumprir a risca tudo o que planejou, ele planejava até mesmo a diversão. Planejava até mesmo quantas cervejas e quantos cigarros iria fumar. Não é que ele fosse pão duro, ele só queria que as coisas estivessem no controle.

Depois do almoço ele caminha pela avenida Rio Branco, e o trânsito de pessoas na calçada é mais irritante que os carros a buzinar. Se ao menos esse povo fosse organizado, uma fila indo uma voltando e um acostamento para os idosos e gestantes. Seria simples assim. Mais ai surge os obstáculos, pessoas que andam de mãos dadas, pessoas que param pra olhar vitrine, pessoas lentas, pessoas que ficam moscando na frente de bancas de jornal, e principalmente os irritantes e panfleteiros.

A coisa mais irritante no centro da cidade pode parecer os mendigos, ou a poluição ou qualquer outra coisa. Mas quem vive no centro sabe que nada é pior do que a porra dos panfleteiros. No começo quando Cezar estava nos primeiros meses nesse emprego ele até pegava os papeizinhos. Pensava que estava ajudando uma pessoa a se manter em um emprego e que por pior que fosse era melhor do que roubar era melhor do que pedir. Mas com um panfleteiro tentando te empurrar goela abaixo a cada esquina um papelzinho.

Era:

COMPRO OURO, DINHEIRO RAPIDO, DINHEIRO JÁ, COMPRO SEU CARRO.

Agora depois de seis meses de centro da cidade, Cezar já nem olhava para a porra dos panfleteiros para ele, eram apenas obstáculos a serem superados. Como pessoas que tentavam te impedir de chegar ao seu destino. Sua raiva crescia ainda mais ao pensar que esses panfleteiros estragavam qualquer calculo de tempo estimado pra se chegar a algum lugar. E ele se via forçado a apertar o passo toda vez que um desses se interpunha em seu caminho. Se via obrigado a estabelecer Check points pra saber se estava atrasado. E dia a dia sua neoróse crescia. Dia a dia sua cabeça parecia como em uma panela de pressão ambulante e ligeiramente calva.

Mas essa era uma quinta-feira diferente, Cezar estava de bom humor, não que isso afetasse o seu comportamento rotineiro ele apenas estava pensando em como gastaria seus quarenta e oito reais acumulados no almoço. Foi então que como um passe de mágica ele aceita o panfleto e nele está escrito Relax total... Por apenas 30 reais... Ambiente discreto e social...

Era exatamente do que Cezar precisava, ele então vai ao edifício Av Central. Bem em frente ao prédio que trabalha, Sobe pelo elevador normalmente chegando a uma recepção. E uma jovem bastante atraente vestida elegantemente com um Taier cinza escuro lhe entrega uma chave e um roupão. Ele pensa:

- Essa casa de massagem é bem organizada.

Cezar realmente imaginava tratar-se de uma casa de massagem, não um prostíbulo como pode perceber logo em seguida ao entrar no ambiente principal, ele não era afeto a esse tipo de ambiente sendo vítima de todo o pré-conceito divulgado pela mídia e pelas carolas de plantão.

O ambiente é bastante aconchegante e discreto, Cezar olha ao seu redor e vê homens distintos apenas aproveitando o momento para sair um pouco daquela loucura que é o mundo corporativo. E tudo isso naquela hora mágica, àquela hora em que o trânsito impede todo o mundo de voltar pra casa e dar continuidade à loucura que é a vida adulta.

Cezar ainda estava nesse embalo, ainda se comportava como se devesse satisfações á alguém, a voz de sua ex-mulher parecia ainda ecoar nos ouvidos dele e se estressava com o trânsito na volta para casa, mesmo não tendo ninguém mais a sua espera.

Tudo isso passou pela sua cabeça quando ele vestiu o roupão, tudo isso veio à tona em sua mente enquanto se servia de bom whisky doze anos...Aquele era um mundo paralelo ao seu, um lugar que sempre estivera ali. E ele passava dia após dia bem em frente sem se dar conta disso.

Ele olha ao seu redor e repara em um grupo de amigos que aparentemente está bem à vontade neste ambiente todos se comportando naturalmente como se estivessem em um pátio de faculdade conversando com suas amigas, dentre os membros desse grupo Cezar reconhece um colega de trabalho chamado KID. Eles se cumprimentam de longe, por que Cezar não está mesmo muito á vontade para socializar.

As meninas da casa começam a circular em maior número e o show está para começar...

As stripers se revezam e Cezar custa a acreditar no que seus olhos estão vendo, ele acha que já viu aquela gostosa em algum lugar só não consegue se lembrar de onde e quando. Ela tem cabelos castanhos escuros e encaracolados, olhos verdes como esmeraldas. Uma bundinha linda e arrebitada durinha como se fosse feita de puro músculo sem uma virgula que seja fora do lugar, a barriga bem sequinha quase definindo os músculos abdominais, as pernas bem torneadas não muito malhadas de academia mas com aquele tônus típico da adolescência, os peitos do tamanho de pêras com os bicos bem rosados e pequenos como os de uma menina, a pele branca mas bem bronzeada dando mostra de sua cor original apenas nas marcas que o biquíni deixou naquele corpo perfeito...

E de repente quando Cezar olha nos olhos da Deusa um nome lhe vem à cabeça... Michele!

Faziam mais de dois anos que não via Michele, a ultima vez havia sido no aniversário de 15 anos da filha Patrícia. Cezar tem a data de cor já que foi nessa semana que ele e a mãe de Patrícia se separaram e ele perdeu o contato diário com a filha e sua rotina.

Cezar observa como um predador a adolescente se oferecendo aos clientes ela flerta com todos, mas não sobe com nenhum. Até o momento que ela sobe no palco e começa a dançar. Agora está vestida com um roupão e outras peças de roupa que vai tirando pouco a pouco no rítimo de uma dessas músicas lentas francesas que só servem pra isso mesmo.

E fica de pau duro, muito duro... Nem se lembra da ultima vez em que esteve com o pau tão duro sem precisar da ajuda de um viagra. Não é que ele fosse impotente nem nada, mas a idéia de probabilidade de falhar na hora H era inaceitável. Ele assiste ao Show como um cão faminto olha um frango assado na padaria.

E ela lentamente exibe aquelas pernas lindas, bem torneadas e bronzeadas. E vai dançando provocante e impertinente como só as adolescentes são e mostra a barriga sequinha sem uma gordurinha sobrando, e vai deslizando a mão pelo corpo e é quase como se a platéia pudesse sentir a textura daquela pele de pêssego... A boca carnuda como as das atrizes da Hollywood... E novamente aquela bunda... Perfeita sem nada que mostrasse a fraqueza e a podridão humana.

Quem poderia imaginar que aquele cuzinho tivesse uma atribuição tão pouco nobre como a de liberar os dejetos humanos... Não, com ela não... Não aquela Deusa ela com certeza nem devia precisar comer para existir...

O show continua e Michele agora dança sobre uma cadeira que está sobre o palco e ela tira um dos rapazes que está com KID na mesa ao lado para participar de seu pequeno e ousado show. Enquanto ele se senta na cadeira ela provoca o rapaz ao máximo até que ele não se segura e a agarra em cima do palco.

Michele sorri com aquele jeito de moleca que só ela tem e se solta deixando o rapaz em maus lençóis em cima do palco sozinho. O show acaba e o movimento no clube continua. Os homens estão ansiosos para que Michele venha para o salão, muitos deles comentam que pagariam o que fosse para estar com ela, para ser o primeiro da noite... Mas quando ela sai para o salão a primeira pessoa que vê é Cezar que também a aguarda ansiosamente. No entanto Michele tem uma reação inesperada quando da de cara com o conhecido...

Ela corre para o camarim e lá ninguém pode segui-la há não ser as duas outras meninas que vão ver o que está acontecendo. O tempo passa e Cezar não consegue tirar Michele da cabeça sua ereção ainda não diminuirá nem um pouco até que uma outra gostosa se aproxima dele.

Uma ruiva natural de olhos verdes brilhantes e hipnóticos. Usando um biquíni preto que realça a cor espetacular de sua pele branca e sardenta, com porte de mulher cerca de um metro e setenta de altura corpo forte e malhado, estilo falsa magra, daquelas que se fóde com força sem medo de machucar...Tinha um piercing no umbigo que cintilava à luz estroboscópica da Boite, na calcinha preta havia a figura de um gatinho.

O andar dela era seguro e vinha andando na direção de Cezar com um sorriso malicioso no rosto e rebolando perigosamente os quadris. E diz:

-Posso me sentar querido?

Cezar acena com a cabeça positivamente e a ruiva se senta e pergunta:

- Como é seu nome? Eu nunca te vi por aqui antes?

Cezar meio que instintivamente responde sem dar muita atenção á gostosa que está falando com ele:

- Meu nome é Cezar, com z mesmo... Ele toma um gole de whisky e agora encara a ruiva que lhe abre um sorriso receptivo responde:

- Oi o meu nome é Estella, com dois “l” mesmo, o que você está bebendo?

Ela puxa conversa, mas ele não consegue parar de pensar em Michele, enquanto ele e Estella conversam, Cezar mal pode se concentrar no que diz, Estella vai até o bar buscar uma bebida e Cezar pode observar seu caminhar ao longe e a forma como os homens no trajeto a cobiçam e tentam subir com ela, mas ela retorna à mesa e começa a rebolar e a dançar no colo de Cezar que passa a prestar mais atenção nela afinal ela é uma mulher muito interessante também. E Cezar diz:

- A conversa aqui ta muito boa, mas melhor seria se nós estivéssemos no quarto... Vamos?

Eles passam no caixa e a comanda de Cezar fica mais pesada, mas ele quer mesmo é que se foda nesse mundo novo ele não precisa controlar tudo... É melhor deixar rolar...

Logo que entram no quarto, ele não perde muito tempo com conversa fiada, puxa Estella pelo cabelo e a joga de bruços na cama redonda.

Espantada ela pede calma, mas ele ignora, já estava de pau duro desde que eles subiram e essa era a mesma ereção que ele tivera ao observar a dança de Michele. Estella pede pra ele botar uma camisinha, mas Cezar ignora a exigência da ruiva.

Ele joga seu corpo sobre o de Estella e ela que tentava se levantar é surpreendida pelo vigor dele. Cezar vestia um terno azul escuro que disfarçava totalmente seu físico bem preparado. Extenuantemente trabalhado ja que ele cumpria fanaticamente uma rotina de exercícios além de manter a alimentação precisa como uma balança.

O rosto de Estella agora já não tem mais aquela auto-confiança típica das prostitutas, agora ela está com medo pela atitude agressiva deste cliente. Ainda de costas ela consegue por os pés no chão para se levantar. E é nesse momento que Cezar a agarra com força pela cintura e a puxa para junto de seu corpo, ela treme quando sente o pau de Cezar fazendo pressão sobre o seu cu. Então como uma menina indefesa ela suplica:

- Assim não, por favor... Ai não...

Cezar diz - Cala essa boca, porra! Quem sabe sou eu!

Mas Cezar não quer machucá-la, só está excitado por estar no comando. Ele não quer dar uma trepada comum, não naquela noite. Ele força o joelho direito entre as pernas da ruiva e mete o braço por entre suas pernas o suficiente para alcançar aquele piercing brilhante que ela exibe no umbigo. Ele vem passando a mão naquela barriga sarada até que chega ao púbis e com um movimento brusco arranca a parte de baixo do biquíni de Estella.

Agora ele pode ver o bucetinha dela, totalmente depilada, Cezar passa a mão naquela coisa linda e percebe que ela já está toda molhada, ele a puxa pelos cabelos e fazendo com que ela se envergue toda para trás até conseguir por a boca em sua orelha esquerda e então diz:

- Tá, gostando né safada... Vem cá que eu vou te mostrar quem é que manda nessa porra!

Puxando-a pelos cabelos e empurrando seus quadris contra o sofá do quarto ele á domina para então com o joelho direito afastar as pernas da ruiva que nesse momento solta um gemido agudo de dor e prazer... Com a mão direita ele pega seu pau, que está anormalmente grande e ereto, e força a cabeça na entrada da buceta de Estella que trinca os dentes como que se preparando para o pior...

A cabeça vermelha e estufada entra no começo da xota surpreendentemente apertada de Estella para em seguida com uma estocada forte e impiedosa abrir caminho por aquelas entranhas quentes e úmidas, que se contraem em espasmos cadenciadas para acomodar a pica de Cezar. E ele consegue sentir aquela xota toda por dentro. Nesse momento Estella solta um grito de dor quase chorando de prazer...

E ele continua estocando ela por trás. Com cada vez mais força, sem soltar os cabelos de Estella.

As estocadas vão ficando mais fortes e rápidas e ele sente que esta quase quebrando algum osso da menina, Mas ela gosta e parece estar gozando várias vezes. Quando ele diminui um pouco para recuperar o fôlego ela pede de mansinho.

- Não para não paizinho... Mais eu quero mais, por favor...

E quando escuta isso ele se excita ainda mais até que acaba gozando dentro dela...

Cezar agora está relaxado e decide ir tomar um banho, aparentemente Estella está muito cansada e se joga de bruços em cima da cama. Ele toma um banho quente e quando sai do chuveiro lá está Estella o esperando. Ela o ajuda vestir-se e os dois descem... Cezar está com fome e pergunta a ela se quer ir comer uma pizza ou qualquer coisa lá fora.

Ela faz uma cara de espanto porque não esperava que ele a fosse convidar pra sair, mas aceita. Cezar paga o programa e a conta no caixa com seu cartão e os dois passam pela porta de saída juntos.

Vão a um restaurante, onde Cezar pretende fazer algumas perguntas sobre Michele sem demonstrar muito interesse. O caminho do puteiro ao restaurante é bem rápido, já que o restaurante se fica no segundo andar do mesmo prédio, restaurante esse, indicado por Estella.

O restaurante mais parece um bar onde executivos como Cezar e KID vão passar o Happy Hour, mas na verdade essa hora já passou faz algum tempo, são quase onze da noite e alguns fregueses ainda estão no local assistindo a um jogo sem muita importância na TV de plasma do bar.

Estella escolhe uma mesa de canto, que não pode ser vista da entrada do bar, as roupas de Estella ao contrário do que é de se esperar não chamam a atenção do público para sua profissão também nem precisam porque com o corpo e a aparência que a ruiva tem os homens já caem a seus pés sem que ela precise fazer muito esforço.

Sem que os dois tivessem pedido nada, uma garçonete deixa dois copos cheios de chopp e um cardápio na mesa:

-Oi Estella - Cumprimenta a garçonete.

Estella responde o cumprimento e Cezar observa a garçonete saindo de perto do local sem nem mesmo olhar para ele.

O calor e o ambiente fechado com luminosidade amarela aumentam a sensação térmica, o calor que faz hoje, mesmo à noite, é extremamente incômodo e cada vez incomoda mais.

Irritado pelo desconforto Cezar quase se assusta quando ela vira, olha em seus olhos e diz:

-Então, vai pedir uma pizza e perguntar por Bianca ou prefere inverter a ordem?

Cezar diz:

- Muito bem menina pelo visto você já se recompôs... E pelo jeito que está falando, você se sente bastante confortável nesse ambiente. O jeito de a garçonete te cumprimentar e o fato de ela trazer os chopps antes de eu pedir qualquer coisa. Insinuam uma habitualidade o que me faria sentir só mais um cliente que te traz a um lugar legal pra conversar e comer alguma coisa.
Outra possibilidade é que os chopps e essa sua arrogância sejam naturais, parte de um comportamento instintivo pra me fazer sentir que não tenho o controle da situação... Ou ainda que tudo isso que eu disse não faça o menor sentido, o que me decepcionaria e me faria achar que você não tem o talento que eu preciso...

Alias, constatar o óbvio é fácil é claro que eu quero saber sobre a Bianca ou qualquer que seja o nome dela... Isso provavelmente deve ser o que a maioria dos caras la dentro esta se perguntando... A não ser que tenha sido ela mesma que pediu pra você vir falar comigo. Nesse caso... Eu não preciso de você pra chegar nela... E ela nem tem que se preocupar comigo...

Mas e ai vai querer de calabresa?

Estella abre um sorriso enquanto Cezar discursa parecendo apreciar a sagacidade desse cliente, aparentemente ele é diferente dos outros, pensa ela, e responde:

-Se você acha que não precisa de mim para chegar nela, então acho que nem precisamos ter essa conversa, não? Ah sim, calabresa é uma boa pedida, quero com bastante cebola.

- Cezar ri e continua: - Não para chegar até a Bianca eu não preciso da sua ajuda, mas talvez eu e você possamos fazer algum dinheiro juntos, se você tiver o talento que eu espero...

Os dois passam o resto da noite conversando e se conhecendo melhor, saem dali para um clube noturno caríssimo na Barra da Tijuca e no fim da noite Cezar e Estella se despedem com um beijo lascivo e Cezar diz:

- Espero você amanha no meu escritório para acertamos os trabalho especial que eu tenho em mente para você...

E Estella responde: - Acho bom você falar logo do que se trata pra eu não perder minha viajem...

- Ahahaah Fica fria ruiva, amanhã você fica sabendo de tudo, o almoço é por minha conta, prometo que você não vai ser arrepender e se tudo der certo você vai sair dessa com muito mais dinheiro do que imagina...

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