terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bem vindos ao palácio...

Anos 80 no Rio de Janeiro, o processo de abertura democrática a pleno vapor e uma onda de transformações que alardeavam a chegada da tão sonhada era de aquário. Os 80 no rio eram como os 60 foram para o resto do mundo. Com os militares cedendo pouco a pouco e o povo indo para as ruas a procura de liberdade, a procura de felicidade.
Talvez tenha sido aquela época em que a cidade atingiu seu auge, talvez nesses anos de abertura democrática como em um alvorecer numa noite quente de verão os astros tenham favorecido aqueles que estavam lutando para trazer para a realidade todas as utopias que povoam nosso imaginário de jovens idealistas. Mesmo onde a vida é feia, mesmo tão perto da boca do lixo a esperança florescia com a chegada de uma nova era, um novo Aeon. E nesse Rio de Janeiro onde começa a nossa estória.
Sabrina era a mais famosa putinha do Rio nos anos 80, agradava tanto aos homens da alta sociedade que eles haviam montado um pequeno palacete para ela, e lá ela edificara seu mundo, no palácio, ela era a rainha...
Mas o palácio não era um bordel qualquer, em verdade não era mesmo um bordel. Era a casa de Sabrina, um grande imóvel em Laranjeiras com doze quartos bem distribuídos. O palácio como Sabrina gostava de chamar tinha sido todo reformado para abrigar um cassino que funcionou clandestinamente por décadas, mas com alguns militares querendo o imóvel ele foi rapidamente desocupado, tudo graças à lei de segurança nacional e o AI-5.
 Depois foram quase duas décadas de portas fechadas até que algum milico tinha se lembrado do velho sobrado e quis dá-lo de presente para Sabrina. Ela ficou muito grata e sempre soube agradar convenientemente o velho general, que na maioria das vezes contentava-se em chupar aquela xoxotinha rosada. Depois que Sabrina foi morar lá o general já com certa idade acabou cedendo e permitindo que ela recebesse visitas, preocupado com o futuro da rapariga ele visitava sempre a casa e dava uma dura em qualquer um que quisesse freqüentar a cama da sardenta, parecia uma espécie de pai ciumento.
Logo Sabrina deu abrigo a uma amiga, e outra até que eram quase uma dúzia delas vivendo no sobrado, só podiam freqüentar a casa de Sabrina aqueles que as meninas convidassem ou aqueles com dinheiro e posição social relevante. O jogo voltava a casa, que sob um olhar despreocupado não levantava suspeitas sobre a natureza do que se fazia ali dentro. Havia sempre um carro de polícia na porta fazendo a segurança das meninas, não tardou para que os policiais que montavam guarda também passassem a freqüentar as meninas e a alta roda.
O tempo foi passando e os patronos do sobrado transformaram aquele sobrado em um verdadeiro palácio, as meninas sob a tutela de Sabrina mantinham-se sempre bonitas e bem dispostas, sempre lhes era recomendado só subir com aqueles que elas realmente estivessem com vontade. E nada era cobrado por isso desde que o garanhão em questão fosse amigo da casa e um de seus patronos, aquilo era praticamente um clube prive, às vezes eram celebradas festas sem que os demais convidados soubessem que estavam em uma casa de tolerância. Era um lugar de muita classe o Palácio.
  Sabrina era uma dessas pessoas que por mais que esteja chafurdando na lama, nunca perde aquele brilho no olhar... E como os olhos de Sabrina brilhavam... Ela tinha aquele jeito meigo de falar ainda arrastando o falso sotaque francês que havia adquirido de sua antiga protetora madame Desiree. Sabrina era baixinha tinha cerca de um metro e sessenta. Ruiva sardenta com dois olhos azuis que mais pareciam pedaços do céu em suas órbitas. O corpo bem delineado tal qual o de uma adolescente.
Mas o que mais atraia os homens era o jeito menina sapeca e cheia de sonhos, Sabrina tinha um ar leve de quem não presta atenção no lado podre da vida e essa qualidade tornava aquela menina um tesouro raro entre tantas jóias que esmorecem. Tanto que todos os clientes fizeram questão de colaborar com uma quantia substancial para reformar aquele sobrado, naquele templo uma arredoma, onde se nutria a esperança de que a rosa mais bela do Rio de Janeiro fosse preservada do longo inverno.
 E por um tempo foi bom, por um tempo o plano funcionou, mas a vida é cheia de amarguras, disseram depois em muitas rodas de viola que o anjo da morte havia se apaixonado por Sabrina também e levou-a para morar consigo no além...
Mas estou me adiantando, vou contar as estórias de Sabrina e do palácio em um momento conveniente, por agora vamos nos focar nos filhos dos palácio, como todo bordel existem sempre os filhos das putas que acabam nascendo e crescendo ali, mas o palácio não era um bordel comum, nem mesmo era permitido que se chamasse aquela casa de bordel, aquele era um clube de cavalheiros. Um lugar onde o jogo ainda era tolerado pelas autoridades, a bem da verdade eram as autoridades que iam para lá jogar poker, black Jack sem falar que ali eram feitos a maioria dos acordos políticos na cidade.
 E Sabrina gostava disso e vez ou outra também acabava participando das conversas, aqueles que menosprezam o poder de barganha de uma fêmea em disputa geralmente acabam sendo derrotados.
Assim estava montado o palco que traria a luz nosso personagens principais, o palácio, apesar de sua rainha perecer ante o inverno, continua lá na mesma rua de Laranjeiras e seus filhos e filhas continuam mantendo a memória daquela época viva na mente e nos corações dos que ali adentram...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Noticias de uma guerra por corações e mentes...

Eram três da tarde naquele dia nublado de novembro, enquanto a cidade toda preparava-se para declarar lei marcial contra a marginalidade terrorista. Havia muita manipulação de massas promovida pela rede bobo em conluio com a velha guarda do jornalismo que agora tinha conseguido reeleger Junior Cabron para o governo do estado. As coisas não estavam boas naquela semana, como se obsediados por forças demoníacas, ou subjugados por uma influência irresistível as pessoas tornavam-se histéricas e irracionais.

Questionavam seus próprios olhos e concordavam com absurdos ilógicos que não paravam de ser criados pelos ancoras de TV, e que eram reproduzidas e amplificadas pelas pessoas na internet.

Nesse clima de histeria coletiva Galego no ponto de ônibus pega uma van em direção ao centro da cidade. O motorista da van aparentemente novo na linha não estava acostumado com o ritmo frenético que passageiros como Galego esperam, ele vinha dirigindo um pouco abaixo do limite de velocidade, em qualquer outro dia Galego ficaria irritado entraria naquela Bad do atraso, o stress o faria travar o semblante enquanto conversas normais ganhariam um tom mais ríspido ainda mais se fosse o motorista lento que as inicia-se.

 Mas não nesse dia, nem nessa semana, Galego não sabia bem quem dinha dito a pérola perto dele, talvez um mendigo, ou um daqueles hipies que ficam ali perto do cine odeon, não sabia quem mas alguém tinha dito:

“- O bagulho ta sinistro irmão...”

Mas de fato nada disso afetava Galego, ele tinha ao longo do tempo aprendido ver os movimentos do sistema, cada manchete de jornal não era uma manchete era uma forma de passar um conceito, ele via as mensagens subliminares, implícitas e explicitas que as pessoas comuns, mesmo as esclarecidas e as intelectualmente arrogantes não costumavam ver.

Essa era uma das habilidades de Galego que costumava chamar de super poder ou de mutação. Mas não havia nada demais naquele olhar perspicaz que não pudesse ser aprendido ou ensinado, Galego a todo o momento tentava fazer as pessoas enxergarem o mundo como ele, e haviam alguns amigos que acabavam vendo, quase como no Matrix.

Dentro da van, com o ar condicionado ligado e algum espaço sobrando, o motorista escutava um mixórdia de pagode impossível de identificar, ainda mais agora que uma morena lindíssima havia acabado de entrar e havia se sentado ao lado de Galego na van. Ela poderia ter sentado em outro banco, onde não encostaria aquelas coxas bronzeadas pelo sol e talhadas na academia nas pontas dos dedos de Galego que repousavam sobre sua perna. Ela percebendo o toque não intencional ruborizou e fez aquela cara de quem vai pedir desculpa, mas quando Galego olhou em seus olhos aquele sorriso safadinho de menina levada não demorou para surgir no canto de sua boca, logo o sorriso ficou largo e aquela mulher que já era espetacular ficou ainda mais iluminada.

Os dois trocam algumas palavras chave e o clima de azaração fica no ar como se dois cães no cio estivessem sentindo o cheiro do sexo um do outro.

Eis que o telefone dela toca, alguém talvez a mãe ou alguma amiga liga pra morena, e diz que está acontecendo um tiroteio na saída da Ilha. Ela então frisa o cenho e entra naquele estado de pânico velado que as pessoas já estão se acostumando a conviver.

Galego pergunta o que houve, ela diz o que lhe disseram estar acontecendo, mesmo com a assertiva dele, mesmo com os olhos dela olhando a saída da Ilha, que está totalmente tranqüila sem nenhum transito ou bliz ou qualquer barulho que confirme o alarme... mesmo assim ela paga a van desde e volta pra casa.

Galego se frusta e puxa assunto com o motorista que aumenta o som... é Bezerra da Silva...

domingo, 21 de novembro de 2010

VERBORRAGIA VOMITOLÓGICA: Lucy in the sky’s with diamonds...


Todo ser humano tem o direito de viver de acordo com o que acha certo...

desde que aquilo que ele acha da vida não prejudique a vida do outro...

Direito a opinião se a opinião não for propaganda…

Dizer o que pensa, ser o que é, não pode ser motivo de vergonha nem de baixa auto estima…

Não pode existir crime de opinião em uma sociedade…

Não pode haver crime moral…

ou julgamento moral…

A moral não deveria estar escrita ou ser levada em consideração por quem presta jurisdição…

Do contrario não poderá haver poder jurisidicional justo e equilibrado

O direito a crer quer, seja numa religião...

numa ideologia…

ou no que quer que seja!

não pode ser crime...

Democracia… não permitimos que estilos de governo não democratigos governem ou tenham voz…

Mas o mero pensar de forma contrária aos preceitos democraticos...

Não deve ser crime…

O espirito libertário que vive no direito de se pensar, de ser, de crer, de querer viver de forma diferente…

Uma vez que deixado de lado…

Fere de morte a propria essencia do ser livre…

E um regime sem liberdade não pode ser chamado de democracia…

Posso não concordar com o que você fala, mas estarei sempre disposto a ouvir...

Mesmo coisas de quem não ouve a ninguem...

DISCRIMINACAO SOCIAL, e XENOFOBIA são coisas diferentes…

...Apologia e ação afirmativa também...

X_X_X_X_X_X_X

O fraco sempre demonstra sua fraqueza…

O fraco é que depende de um adversário minado para ser o vencedor…

Pensem como os mojes na clausura e gosem como putas no puteiro…

Até que os mojes se tornem incubus e as putas santas imaculadas

Vivam seus proprios credos sigma o próprio Dharma…

Nunca te vi mas sempre te amei...

Longe dos olhos longe do coração…

Ve mas não se envolve…

Se envolve e se envergonha...

Quem faz aquilo que não considera certo?

Quem erra por fraqueza de caráter?

Quando é que rebeldia tornou-se sinonimo de heresia???

Quando é que a moral tornou-se um dogma tão venerado quanto a religião???

Enquanto calcificam as rachaduras da hipocrisia...

...E alimentamos nossos pré conceitos

Feitos lesmas crescendo no monte de merda que se acumula na cabeça...

...Libertem seus demonios antes que eles  apoderem-se de suas almas

Enquanto pasmos ficamos a merce das frias mãos do tempo...


...Por que a morte une todos com o seu abraço frio e confortavel
  

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Grandes questões em uma viajem...

Galego chegou em casa cansado do trabalho, ele passa no mercado e compra alguma weed pra temperar o fun de noite, após a manufatura e a caburação ele fica mais tranquilo e senta no computador para escrever, depois de um tempo pensando no monte de coisas que queria e que não sabia por onde começar ele acente um incenso e comunga com o cosmus...

Estando em estado de alfa ele busca aquilo que mais interesse e acaba entrando na internet para relaxar e gastar um pouco aquela onda, numa dessas ele abre sua caixa de email e lá está um email de Cabeça, um grande amigo de infancia que foi morar em pádua na italia e os dois tem projetos literários em conjunto de alguns outros amigos do grupo de RPG.

Enquanto isso a TV reprisa uma das entrevistas mais famosas do célebre físico Stephen Hawking... grandes questões...


Cabeça pergunta a Galego na lista de emails:

- Tá então beleza cara, mas como você vai fazer com a questão da religião no seu mundo?

Galego então responde e coisa vai assim:

Recriarei as religiões misturando um pouco elas para descaracterizar, apesar disso os arquétipos das principais deverão ser inseridos no cenário. Não por seus deuses, mas pelas práticas dos religiósos e fiéis, (no momento estou emanconhado) portanto se continuar dissertando meu estado tonar-se-á evidentemente e obcenenamente talvez propositalemte identificavel senão ininteligivel.

Por isso escrevo como Se aquele doidinho do fíSico S.HankinS com aquela vozinha de viado estiveSSe falando. MaS ele é eScroto e prefere Só pra te irritar fica usando a voz escrota de robô. EScroto vai tomar no cu... neSSe Seu cu ridiculo e aleijado Seu merda de físico viado! Por que seu filho da puta sádico de merda. Qualquer peSSoa do mundo tem uma porra de som de voz mas agradavél do que aquele Som robótico eScroto que o aleijadinho fica uSando. E to pouco me fudendo, só queria que agora a minha mente não estivesse com a mesma vozinha de robô... tudo por que a bicha loca do buraco negro do universo enfiado no cu, não pode escolher algum normal para dublar aquela merda que ele fala... aquilo é uma gravação porra !!! O cara podia falar com a voz do Brad Pitt nessa merda !

Opa passou ahahahah agora to com aquele efeito escroto de voz quando neguinho puxa um hélio, ta ligado aquela voz escrota meio fanha ou desenho animado muito louco?

Caralho, tipo uma cilada para roger rabit, como eu queria ter podido bater uma punheta na primeira vez que vi aquele filme, mas infelizmente eu ainda era muito novo e fiquei só na vontade. Mesmo com o pau duro não adiantava nada ficar esfolando o rabanete, eu devia ter uns nove anos e ainda não conseguia gosar.

Estou muito doido nessa porra, por que fumei, fumar deixa a gente doidão, porra alguem nessa merda bebe pra ficar sóbrio, só os pau no cu que inventaram aquela cerveja Kronebier, tipo porra se não quer ficar bebado não bebe cerveja nessa porra! Pior do que isso só mesmo os arrombados que inventarm o café descafeinado, porra num fode cara!

Se é descafeinado não chame essa porra de café ou porra tire ou bote nome da subistancia que dá o nome ao seu produto nele CAFÉ sem cafeima só não é pior do que a coca diet, inferno imaginem só... coca-cola se bebe apenas por que é divertido apenas por que é gostoso.

 E por causa da merda da marca neguinho continua bebendo coca-cola diet um produto que a unica coisa que tinha de bom foi tirada, a unica coisa de bom da coca é o fato de ela ser muito engordativa aka doce ak divertida, a merda da glicose tem até um efeito modificador no comportamento... caralho quem bebe coca-zero é um capado. Por que podia beber menos coca e continuar bebendo a boa se simplesmente resolvesse malhar.

Acho que esse texto vai pro blog de alguma forma, kissefoda então é isso ai... to só bolado do dia que inventarem a maconha sem THC... Merda odeio gente hipocrita !

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VERBORRAGIA VOMITOLÓGICA: Faca na caveira...

HIEROFANTE MAHAGATHA

Freqüentemente somos questionados a respeito de um projeto de poder hegemônico no Brasil, está é uma questão suscitada desde os idos da independência. Quando D.Pedro conspirava com a maçonaria paulista meios de libertar o Brasil das cortes portuguesas que naquela época haviam tomado o poder de D João na revolução do porto.

A questão é, que sempre há o burburinho de algum setor da sociedade brasileira, sobre um golpe de Estado ou uma revolução. Ao contrário do que pode parecer a um olhar estrangeiro, o Brasileiro é um povo extremamente arrivista e disposto a usurpar o estado em favor de sua pequena ideologia ou interesses pessoais. Pode-se observar isso freqüentemente na maneira como o cidadão médio não tem o menor respeito pelo bem público. Ou pelo erário público, o que é de impostos é perdido... assim como eram os impostos pagos a metrópole portuguesa, o povo Brasileiro apenas trocou de dono mas continua escravo. Continua vil e indolente.

Ao contrário do que possa parecer não há e nem nunca houve um profundo sentimento de identidade nacional no Brasileiro e os brasileiros não são um povo pacifico, já é muito otimismo chamar os brasileiros de povo. Ocorre que nossas guerras são internas, sejam as políticas ou as armadas e elas vem sendo travadas aqui dentro do território nacional sem que os civis que no brasil habitam sejam levados a entender, os civis em uma guerra raramente entendem o que as motiva. E os civis que vivem constantemente uma guerra acabam se habituando tanto a matança que nem percebem estar vivendo uma guerra.

Para citar exemplos cotidianos e da falta de entendimento civil/popular a respeito dos fatos, poderia sem querer pensar muito indicar o recente recordista de bilheteria de todos os tempos no cinema nacional “Tropa de Elite 2”.

O filme retrata quase em tom de sátira o que acontece nos bastidores da polícia e da política de segurança pública, que nada mais é do que a política mais suja que existe no brasil. Um câncer que existe na sociedade, ocasionado pela instabilidade e desequilíbrio entre os poderes no brasil. Um modelo constitucional que originalmente deveria ser moderado por um quarto poder. Na constituição de 1825 havia a figura do imperador, vejam que o poder constituinte que motivou a carta promulgada, a constituição que por mais tempo e com maior eficácia governou o brasil, não pretendia em absoluto tornar o poder moderador um poder supremo ou hegemônico.

A lógica impediria um Imperador absolutista de separar seu poder absoluto apartando-o de si mesmo, não havia absolutismo político programado pelo constituinte original brasileiro, mas um modelo onde as cortes brasileiras pudessem se organizar discutir e negociar política.

O congresso brasileiro sempre representou uma luta de províncias para dominar a política imperial. Muitas vezes as próprias províncias se uniam a favor de outras províncias unidas. A política brasileira ainda é aquela familiar onde uns poucos governam um império muitas vezes a revelia do povo ou das outras forçar políticas/outros nobres.

No brasil há apenas um revezamento belicoso entre essas castas. Transições ordeiras e pacificas de poder são uma invenção da tradição constitucionalista de 88. Apesar disso já se formam as guildas partidárias tentando esbulhar o estado.

Quando o poder mudar de mãos novamente, o governante que for obrigado a ceder o poder terá muito menos afeto por seu sucessor que aquele  que fez a ultima transição de poder.

Enquanto isso os civis permanecem alheios em meio a guerra embrutecidos contra a carnificina e as desumanidades que cercam o seu dia a dia. Tal qual o homem medieval o homem contemporâneo se deslumbra muito pouco com a morte explícita, dá-se pouquíssimo ou nenhum valor à vida do próximo.

As falhas na estrutura de poder que foi projetada para ser equilibrada por um quarto começaram a mostrar sua falha estrutural quando o quarto poder deixou de existir como contra peso e força harmonizadora. Neste momento os poderes então a cada ciclo, aproximando-se ao ponto de o nosso atual executivo necessitar de maioria no congresso para governar e usar o próprio poder executivo para barganhar apoio político.

Este processo de aglutinação entre os poderes executivo e legislativo provoca uma aceleração no desequilíbrio. Desmontando completamente qualquer freio ou contra peso que pudesse ainda permanecer. Se o legislativo e o executivo se comunicam tão visceralmente como poderiam policiar a si mesmos. Formam uma amalgama de poder, deixando de fora da fórmula o poder de polícia.

O poder de polícia nunca deveria estar sujeito ao poder político, polícia e política deveriam ser palavras totalmente avessas. Nem as mesmas frases deveriam ocupar, por que poder de polícia é um poder que pertence ao povo em qualquer democracia. Nos EUA em muitos estados a polícia é independente, estando muito mais sujeita ao judiciário que ao executivo.

Como poderia haver qualquer isenção se a pessoa que ocupa uma posição hierárquica superior é uma agente político transitório e totalmente interessado em investigar tendenciosamente perseguindo aquele que contrariam seus interesses. Uma polícia subordinada à interesses abusivos teve origem histórica no Brasil bem antes do Brasil tornar-se reino unido a Portugal e Algarves em 1808, trezentos anos de dominação...

Dar independência administrativa a polícia judicial é um imperativo da Democracia no Brasil. Só assim se poderá balancear o estado para abrir caminho à reforma política  e cultural que eliminem o ranso colonial. Nem tudo na história da política brasileira é o que parece ser. Chato é quando as pessoas vêem na tela do cinema a história da sua sociedade retratada em uma estória cinematográfica e ainda assim acham que aquilo é uma mera ficção, pior apenas são aqueles que entendem o que aconteceu, são capazes até de sentir cheiro do sangue  e dos cadáveres e mesmo assim permanecem apáticos...

até quando filhos... até quando os meus filhos acordarem...