Desde que a Cavalera renovou o design da camisa três do time de futebol do nosso amado Clube de Regatas Vasco da Gama, o pessoal da diretoria de marketing vem se empenhando em criar uma ação de guerrilha capaz de divulgar o novo conceito por trás das mudanças que nosso novo presidente vem implementado.
Talvez ter sido rebaixado a segunda divisão tenha metaforicamente sido o equivalente a descida de Dante aos infernos. Quem sabe não foi essa a penitência a que a nação vascaína tenha tido que se submeter para purgar de vez o encosto de você sabe quem... Que demorou a sair da cadeira da presidência. Aquele a quem prefiro não escrever o nome, não por ser ele tal qual Voldemort aquele a quem não devemos nomear.. Nada disso, só porque não precisamos lembrar dos erros, devemos nos concertar no futuro...
A metáfora Dantesca aplica-se bem a nova formulação da camisa três... Que quase lembra as vestes de um cavaleiro templário, talvez o pessoal da Cavalera simplesmente tenha parado pra jogar o novo jogo Inferno de Dante para XBox 360. E fumando unzinhos tiveram a idéia... Que aliás nem por isso deixa de ser muito interessante ;D.
Bem amigos antes que eu me perca no assunto, vamos ao que interessa. O clube associado a Pênalti e a Cavalera. Pretendem quebrar o recorde de tatuagens feitas no mesmo dia. Estão convocando a torcida para em uma data que ainda não foi definida tatuar a Cruz de Malta estilizada no formato templário.
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Já foi época em que eu seria um dos muitos a cometer essa loucura de tatuar a cruz de malta símbolo do nosso querido Clube de Regatas Vasco da Gama. Hoje creio ser incapaz de tamanha demonstração de devoção, francamente eu nunca fui fã de futebol. Talvez por me faltar habilidade em campo ou quem sabe por não ter muita jeito mesmo para esportes em grupo no geral.
No entanto cresci com o clube dentro de casa, sendo uma de minhas tias funcionária do CRVG, tive a oportunidade de freqüentar inúmeras vezes as dependências de São Januario e pratiquei durante algum tempo natação e esporadicamente outros esportes.
Tenho e guardo com certo orgulho no armário uma camisa infante autografada pelo então artilheiro Roberto Dinamite, hoje presidente do clube.
Mesmo não sendo afeto ao futebol sempre tive identificação com o clube. Já na adolescência quando queria fazer parte de algum grupo foi fácil para mim juntar-me a Força Jovem, para quem não conhece uma torcida organizada para o futebol. E de certa forma na época ser parte da FJV era como marcar opinião sendo anti-flamenguista. O que para mim sempre foi o mais importante.
Talvez nessa época la pelos meus quatorze anos eu fosse o primeiro da fila nessa onda de tatuar a Cruz de Malta estilo templário no corpo. Que além de ser símbolo do meu clube é símbolo de uma ordem merecedora de muitos e muitos textos narrando de sua origem, passando pelo seu papel nas cruzadas até sua redenção e sucessiva excomunhão pela igreja Católica.
Na época o mesmo motivo que me ligou visceralmente ao clube, propiciou o meu afastamento e agradeço a aquela minha tia por mostrar as informações de bastidores necessárias a que eu fizesse a autocrítica e saísse daquela vida de porradaria cotidiana. E eu até que gostava das porradarias coletivas, mas chega uma hora que a coisa fica séria e você não sabe porque está batendo e nem porque está apanhando.Como tudo na vida é um ciclo, eu completei o meu... Guardo algumas boas lembranças e outras nem tanto.
Pensando bem, talvez os próprios cavaleiros templários tenham passado por esse tipo de processo e assim como eu começaram a enxergar os motivos ou a falta de motivos na guerra que travavaram pela conquista e manutenção da terra santa. Quem sabe eles, assim como eu, tiveram acesso a informações de bastidores na igreja católica e simplesmente decidiram lutar por algo que valesse realmente a pena.
E se contestar a igreja é contestar Deus, terem eles sido excomungados por essa heresia seja metafóricamente equivalente ao que Roberto Dinamite passou ao lutar para salvar o clube das garras do despótismo...
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