sexta-feira, 16 de abril de 2010

Coluna review - True romance.



É minha gente as vezes, só as vezes eu acho alguém que escreveu tudo o que eu queria dizer sobre um filme, é chato isso...

E tendo lido seria fácil dar uma maqueadinha no trabalho do cara pra parecer que o texto era meu, e mesmo que eu não quisesse copiar, já tendo lido e concordado seria dificíl superá-lo.

E como a qualidade dos textos no blog são prioridade sobre meu Ego, aqui vai a integra da crítica feita por Rodrigo Carrero.

Pra baixar o filme clique AQUI.

Assistir a “Amor à Queima-Roupa” (True Romance, EUA, 1993) em seu contexto histórico correto deve ter sido mais ou menos como testemunhar, meio sem saber, a gênese de uma pequena revolução em Hollywood. As pessoas então começavam a apenas descobrir que por trás do esquisito nome “Quentin Tarantino”, que assinava o roteiro, estava uma verdadeira usina de energia e boas idéias cinematográficas.

Tarantino acaba de assinar a direção de “Cães de Aluguel”, que não fez grande sucesso, mas impressionou todo mundo em Hollywood. “Amor à Queima-Roupa”, o primeiro roteiro que ele havia tentado vender, estava circulando há um tempo em Los Angeles, mas ninguém parecia ver algo interessante nele. E de repente, não mais que de repente, uma montanha de astros de primeira grandeza estava a fim de aparecer no filme sem cobrar cachês milionários (alguns fazendo pequenas pontas).

Na verdade, o resultado final não parecia um filme do mesmo Tony Scott que dirigira a aventura juvenil “Ases Indomáveis”. É legal perceber, ao revisitar o primeiro roteiro do homem levado às telas, que tudo já estava lá: humor, ação, grandes diálogos, romance, kung fu, spaghetti western e energia. “Amor à Queima-Roupa” poderia ser um filme assinado por Quentin Tarantino. Teria ficado ainda melhor, pois a maior parte das alterações no texto feitas por Scott (como a música fabular insistente que quase nunca para) piora o original.

Mesmo assim é preciso louvar que tudo tenha acontecido do jeito que aconteceu, pois a verdade é que Tarantino talvez estivesse trabalhando em alguma videolocadora de Los Angeles se não vendesse o roteiro – pela bagatela de US$ 50 mil – para iniciar a pré-produção do seu primeiro filme como diretor, “Cães de Aluguel”. E, afinal, “Amor à Queima-Roupa” continua sendo uma maravilha de filme divertido e inteligente.

A produção é uma história de amor distorcida pela ótica hiperativa do diretor de “Pulp Fiction”. Parece estranho? Não deveria – afinal, o que é “Kill Bill” senão o trágico rompimento de uma mulher com o marido? Em “Amor à Queima-Roupa”, assistimos ao encontro do vendedor Clarence Worley (Christian Slater), um vendedor solitário, com Alabama (Patrícia Arquette, linda), uma garota recém-chegada do interior. Eles compartilham gostos: quadrinhos de super-heróis, filmes asiáticos de artes marciais, hambúrguer com batata fritas. É paixão instantânea. Se conhecem no cinema (onde mais?) e casam na manhã seguinte.

Clarence, no entanto, fica incomodado com o passado recente da garota. Ela fez programas durante alguns dias a mando de um cafetão, Drexl (Gary Oldman). Clarence resolve fazer uma visitinha ao rapaz. O encontro termina em um banho de sangue e rende, para Clarence, uma mala cheia de cocaína pura. Ao invés de ver na droga um problema, o vendedor enxerga uma chance de ficar milionário. Ruma, então, para Hollywood, onde quer tentar passar a coca para algum barão do cinema, sem saber que tem uma quadrilha de violentos mafiosos italianos no encalço.

“Amor à Queima-Roupa” contém uma enorme quantidade de elementos que Tarantino reciclaria nos filmes que faria como diretor. Os filmes asiáticos de Sonny Chiba entrariam em “Kill Bill” (dez anos depois, Tarantino teria grana e cacife suficientes para fazer do ator um personagem importante da parte 1 do longa). A mala de cocaína é o leitmotiv de “Jackie Brown”. Tiroteios bizarros e imprevisíveis aparecem em “Pulp Fiction”. A linguagem cheia de palavrões e gírias bate ponto em todos os filmes dele (“Amor à Queima-Roupa” tem 225 vezes a palavra “fuck”). O memorável monólogo do pai de Clarence sobre os sicilianos e os negros está à altura da teoria de Bill sobre o Super-Homem (“Kill Bill 2”). A lista é interminável.

Claro, assistir a “Amor à Queima-Roupa” apenas para colecionar referências que Tarantino usa em seus roteiros seria uma atitude pouco recomendável, pois o filme tem muitas qualidades. O senso de humor demente, sozinho, já faria da produção um excelente exemplo de como Hollywood pode, raras vezes, ser refrescante e original. Observe o diálogo travado durante o impagável encontro entre os personagens de Dennis Hopper (o pai de Clarence) e Christopher Walken (um mafioso siciliano). É coisa para rolar de rir na cadeira, um momento brilhante que os dois atores veteranos transformam em uma cena deliciosa.



Mas tem muito mais. Tony Scott eliminou a narrativa cronologicamente fragmentada e fez um filme linear, normal, mas que funciona muito bem. A viagem animada do casal de pombinhos pelas poeirentas estradas norte-americanas, de Detroit a Los Angeles, parece uma edição super-rápida do bizarro “Coração Selvagem”, de David Lynch. As divertidas cenas que envolvem o ator de segunda interpretado por Bronson Pinchot (Elliot Blitzer) são alfinetadas nos bastidores de Hollywood. E o clímax do filme, em um quarto de hotel luxuoso da cidade, é simplesmente magistral.

Para os fãs de Tarantino, o “extra” principal de “Amor à Queima-Roupa” está nos elementos intertextuais incluídos na narrativa, em forma de citações diversas. Filmes como “Amargo Regresso”, “Dr. Jivago”, “Apocalypse Now”, “Três Homens em Conflito” (o preferido do diretor de “Jackie Brown”) e “Taxi Driver” recebem citações visuais e/ou nos diálogos, compondo uma verdadeira lista de referências, homenageadas em celulóide pelo homem mais importante da Hollywood dos anos 1990. Se quiser, anote os filmes e comece a assisti-los. É uma bela aula de história do cinema.

Embora exista uma edição especial do filme de Tony Scott nos EUA, a versão lançada em DVD no Brasil é pobre. Traz imagens granuladas e, pior, mutiladas lateralmente para caber na proporção 4×3, além de nenhum extra. Para compensar, a trilha de áudio em inglês é Dolby Digital 5.1 e está bem mixada (curiosamente, a capa informa que o som é DD 2.0, o que é um erro grotesco). Uma dica: não leia o texto da contracapa, pois ele revela mais da história do que deveria.
- Amor à Queima-Roupa (True Romance, EUA, 1993)
Direção: Tony Scott
Elenco: Christian Slater, Patricia Arquette, Dennis Hopper, Gary Oldman
Duração: 116 minutos


Coluna em cartaz - DATE NIGHT.


Já que tenho escrito sobre comédia vela a pena mencionar o mais novo filme de Steve Carell e Tina fey Date Night. Para quem não estiver familiarizado com o trabalho de Steve basta lembrar de sua participação em Pequena Miss Sunshine e O virgem de quarenta anos. Steve Carell é um ator comediante perfeito com seu estilo sério faz rir com muito mais facilidade que bobalhões no estilo de Steve Martin. Já Tina Fey além de ótima atriz é também roteirista de algumas séries de sucesso como 30 rock além de ótimos textos no Saturday Nigth Live.

Se o currículo desses dois não bastar para levá-lo ao cinema continue lendo, porque o Date Night é um filme ímpar. O roteiro gira em torno de um casal normal de meia idade que se vê ameaçado pelo fantasma da rotina matrimonial ao saber que essa rotina tinha levado um casal de amigos a um processo de desquite morno e pacífico. Ambos sabendo disso redobram esforços para sair da mesmice e agitar um pouco as coisas e nesse momento eles são dragados para um mundo cheio de adrenalina e aventura envolvendo mafiosos, policiais corruptos e políticos tarados.

Aqueles que tem ou já tiveram um relacionamento estável vão se divertir muito com as situações e com a sinergia entre Steve e Tina que dão um banho de sincronia mesmo com tanto improviso em cena graças ao timing perfeito conquistado com muito stand up.

Fica então a dica de um humor inteligente e divertido, apenas mais uma vez o título em português que nem vou mencionar estraga a carreira do filme nas salas Brasileiras. Queria saber quem são os idiotas que inventam esses títulos, o vocabulário deles deve ser de uma criança de dez anos. Porque não há romance sem amor no titulo e comédia sem loucura, louca e todas as variáveis possíveis...

Soninha e o neo-puritanismo!

Uma de minhas grandes teorias é a do neo-puritanismo, consiste basicamente na observação que ultimamente ficamos cada vez mais caretas com tudo e principalmente nos meios de comunicação em massa.

Em suma o neo puritanismo, como eu mesmo nomeie, é um fenômeno que decorre de massificação de tudo o que faz sucesso e da posterior adaptação para o grande publico. O problema está exatamente ai, tudo o que é bom agrada a um grupo seleto de pessoas, e se faz sucesso nesse grupo acaba de alguma forma sendo adaptado para que todo o mundo goste e assim ganhe-se mais dinheiro.

Quem nunca deixou de freqüentar uma boate ou deixou ouvir uma banda quando o som ficou pasteurizado demais. Quem já não criou um perfil no Facebook só pra não ter que aturar os parentes no Orkut?

Aparentemente tenho reparado que muitas pessoas tem tido um comportamento esquisito. Uma mescla de carência afetiva, baixa auto estima e necessidade de aprovação extremada e inconsciente. Ninguém se revolta com nada e todo mundo quer agradar esse ente sombrio chamado opinião pública.

Lembro com saudades bronhas de outrora quando era possível ter uma ereção com um filme de ação onde houvesse uma cena de sexo. Hoje em dia vendo a novela das oito chego a pensar que as câmeras possuem uma película mágica capaz de filmar o sexo e só mostrar o amor.

Na tv e no cinema ninguém fuma ninguém chinga, nem o vilão morrendo ou matando nem mesmo quando está indo pro inferno com o capeta lhe puxando pelo pé. Tudo para não influenciar as criancinhas ou ferir a sensível moral das senhorinhas...

Eu nem brigo por novela, fodam-se todas as novelas, mas e o cinema e os seriados... A globo faz uma porra duma série chamada força tarefa e nenhum PM fala palavrão e nem erra no português.

Chega-se ao cúmulo de filmar “Os normais II A noite mais louca de todas” sem nem dois segundos de nu. Sabe qual é o tema do filme? Um casal “normal” que resolve fazer um menage a trois e passa a noite inteira tentando trepar com várias atrizes. Dentre elas Aline Moraes e Claudia Raia que não aparece nem de lingerie.

Pensando agora na cena de sexo da novela acho que o personagem do Matheus Solano tem uma coisa vantagem. A de poder botar a Aline Moraes na posição largar o prego a vontade que ela nem vai se mexer...

È claro que isso é mau gosto, mas porque recriminar o humor...Mesmo uma piada de mau gosto como essa, se é que se pode chamar isso de piada!

Porque que tudo tem que ser politicamente correto! Ai algum defensor dos direitos dos cadeirantes lê isso se ofende e me processa...Mas quem já não pensou na cena? Hipocrisia é o nome disso!

Ta todo o mundo se cagando de medo de tudo hoje em dia! Medo de bandido, medo da policia, medo de ser diferente. Todo mundo querendo ser aceito em todos os grupinhos e ao mesmo tempo sem querer ser rotulado por nenhum.

Eu mesmo faço a autocrítica, pensei duas vezes antes de definir o nome do blog. Muito pesado o Kiss & foda, o que as pessoas vão pensar de mim, não vão levar o que escrevo a sério, também vou escrever coisa séria no blog e o mercado de trabalho eles vão ler...

Foda-se eles e foda-se você... Fuck You motherfocker

E por ai vai... Porra galera... E a Soninha da MTV que só porque admitiu que fuma maconha de vez em quando pra relaxar... Foi demitida da MTV... Quem lembra disso? Cadê a Soninha agora? E era a MTV!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Entre bundas e anões...


De vez em quando eu fico realmente muito chato, as vezes nem eu mesmo me aguento. O habito de querer se levar a sério é uma merda. Novamente eu lembro que não tenho muito talento... Se tivesse talvez não fosse jurísta. Como vez ou outra tenho comentado meu único dom é o de constatar o óbvio, se tivesse um poder mutante talvez fosse o de enxergar o mundo segundo o ponto de vista de outras pessoas. Isso eu faço bem...

Sem medo de ser escroto, o senso de humor está ligado a inteligência da pessoa e um pouquinho aos seus gostos pessoais... Tem muita coisa chata na televisão, mas que por algum motivo permanece no ar. E por piores que sejam tem seu público e fazem sucesso, fazer o quê... Mas no caso do comediantes não é o caso de dizer que eles sejam fracos ou sem conteudo. Afinal o palhaço vai onde o povo está...

Enquanto os bons e velhos humoristas pouco a pouco começam a querer se despedir toda uma galera de novos nomes esta por ai, já a um tempinho ralando nos bastidores buscando um pouco de espaço na mídia. E são tantos que se fosse citar um por um esse iria se tornar mais um daqueles meus textos gigantescos que estou tentando evitar.

Tentar ganhar o grande publico com piadas obvias é o pior que qualquer comediante pode fazer, além das recorrentes apelações sexuais presentes talvez não a pedido dos comicos, mas por determinação de alguns executivos sem o menor senso de humor...

Graças ao viço de novos redatores e da crescente do Stand up Comedy, o humor Brasileiro tem saido um pouco daquelas esquetes típicas da ditadura e pouco a pouco esse novo estilo, mais arrojado, ganha algum espaço. Mesmo que seja nas entre linhas da idiotisse massificada.`

É curioso esse caso onde o comediante tem que ser absurdamente bom ao ponto de crescer num circuito paralelo, para só então ser capaz de aparecer na TV e fazer um humor de merda! E então quando começam a fazer algum dinheiro com na maquina bobal o cachê de suas apresentações sobe vertiginósamente. Afinal é a lei da oferta e da procura, não é?
Achei no Twitter do Fábio Porchat o link desse blog: Confiram ai Anões em Chamas eu mesmo ainda não vi todos os videos mas já conheço pelo menos um pouco do trabalho do Fábio. Quanto mais apurado é o humor menos bundas são necessárias para manter a audiência. O que não é o meu caso...

P.S. - Se você está perdendo a linha pra nossa amiga ai de cima saiba que o nome dela é Pamela Punch e se quiser ver mais fotos dela clique AQUI.
 

terça-feira, 13 de abril de 2010

O abismo de Têmis.


Às vezes queria ser poeta e escrever em versos, pensamentos que tenho sobre coisas da vida, o desejo por poesia conduz aos poetas. Como Fernando Pessoa que através da abstração lírica são capazes de se fazer entender, ou melhor, dizendo conduzem o raciocínio do leitor ao ponto desejado sem a necessidade de um discurso direto.

Quem dera possuir esse talento, por exemplo, em “Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada” por Alberto Caiero (Heterônimo de Fernando Pessoa).

“...Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor...”

E pensando em Têmis, minha deusa favorita que permanece vendada empunhando uma balança simbolizando a imparcialidade, principio indissociável à Justiça moderna. E visa garantir que o juiz não tenha pré conceitos em relação à causa ou as partes envolvidas.

È o mesmo principio simbolizado pela venda nos olhos da deusa da justiça procura garantir a não politização dos juizes, por isso nossos magistrados passam por um processo doutrinador, assim como todos os estudantes de direito. E após esse processo muitos de nós estabelecem paradigmas jurídicos, muitos calcados apenas no argumento de autoridade. Como a idéia de que o ordenamento jurídico harmônico.

Existem doutrinadores que são capazes de afirmar categoricamente não existe conflito entre as normas constitucionais. Que qualquer divergência entre os artigos da CF é fruto de uma má interpretação. E na verdade o constituinte originário era eivado de uma sabedoria suprema, quase messiânica.

É habito no mundo jurídico que fechar os olhos para a verdade real, dando mais importância à técnica que construímos para fazer o caos legislativo ser coerente e aplicável.

O problema é sistêmico, e a cada dia um enorme abismo abstrato se estende entre os três poderes. Este abismo é tão grande que pode até mesmo superar o que separa os três poderes do resto da população.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Kissefoda, é só outro Quixote...


Pobre daquele que escreve demais e lê de menos .

Em algum filme não lembro agora qual, vi surgir entre dois personagens essa máxima da literatura. Forçando um pouco a memória tratava-se de um escritor em crise buscando conselhos de um velho mestre, que por sinal demonstrava certo desprezo pelo estilo lingüístico empregado com sucesso pelo jovem escritor.

Creio que todos nós internautas vivemos um período revolucionário quando se trata da linguagem, e ouso dizer que talvez essa transformação seja tão profunda quanto as que Diderot com seu movimento enciclopedista propiciou precedendo a revolução Francesa. Quem sabe não estejamos abrindo o caminho para que modernos Robespierre cortem as cabeças cabeças de homens nobres.

Ou ainda se comparado o processo de inovação tecnológica ao que Gutenberg propiciou com sua rudimentar prensa móvel, abrindo o caminho para a disseminação do conhecimento para a massa, seria exagero indicá-lo como pai da Reforma? Creio que na internet hoje surja um novo estágio na evolução da linguagem, de certa forma comparada a evolução da prensa de Gutemberg e da Enciclopédia de Diderot.
Se é verdade que somos todos produto do meio, não é exagero dizer que meu estilo como redator é fruto de enorme e enfadonhos tratados juídicos acadêmicamente apelidados de Doutrina, misturados a alguma corruptéla entre os estilos de J. R. R. Tolkien e Ane Rice.

Sendo assim após cinco parágrafos eu ainda não abarquei de fato o assunto que pretendo atacar. Propositalmete com o intento de demonstrar que apesar de sermos livres para dizer o que bem entendamos. È mais provavel não lograrmos exito ao prender a atenção de nossos interlocutores, quem sabe o termo mais adequado não seja a audiência de nosso público alvo, caso não sejamos providos do sagaz poder de sintese necessário á comunicação contemporanea.

Sinto-me tão anacrônico quanto um Ent em seu infinito e enfadonho Entebate levando horas apenas para a apresentação. Por outro lado se o radicalismo típico da era do Twitter com seu máximo de 140 caracteres for capaz de se consolidar. Haverá um grandioso corte de cabeças, não no sentido literal mas serão as mentes que serão decepadas em seu coteúdo.

È fato que tudo o que estou escrevendo poderia ser resumido, mastigado para ser deglutido com facilidade e rapidez. Mas pensem se todas as formas de entretenimento virtual não são apenas distrações. Que se a manifestação do pensamento é resumida pode não conter toda a informação necessária a formação de uma opinião consistente ou mesmo de um pensamento crítico a respeito de qualquer assunto.

E se resumirmos tanto a forma de nos comunicar, resumiremos também o nosso penssamento. Agora me ocorre que é provavél que meus correlatos vitorianos tenham produzido o mesmo estilo de protesto, defendendo o formalismo contra a modernidade corrompedora da lingua Portuguesa. E Vossa Merce acabou se transformando em você. E você hoje em dia é vc, eu quase chego a escrever dessa forma em textos formais.

Tenho recebido bons conselhos em relação principalmente a formatação dos artigos, e sei que o estilo que tenho adotado é pouco usual, tanto quanto o vocabulário pretensamente culto utilizo. È fato que sou treinado dia a dia a peticionar atacando todos os angulos possiveis e imagináveis de um fato. Assim é que funciona para os advogados que precisam comunicar-se com o juiz através de um sistema processual arcáico.

No entanto ser prolixo não é nem de longe um bom sinal de inteligência, e dependendo da ocasião é demonstração cabal de ineficiência. Eu poderia estar escrevendo livros, ou pelo menos poderia tentar. Se o mercado literário sobrevive talvez seja graças a boas estratégias de marketing assossiando mais valor ao nome do autor do que ao seu texto.

Creio que não haveria espaço para Fernando Pessoa e seu Heterônimos, no mundo moderno, já que temos julgado tantos livros pela capa. Ninguem se permite ler um livro despretenciosamente, seu tamanho assusta tanto as pessoas quanto um texto de quinze paragrafos assusta os internautas.

Sem querer bancar o Quixote moderno, empreenderei um esforço ampliando meu poder de sintese, talvez caiba a mim adaptar minha linguagem e ir direto ao ponto sem deixar de lado todas as curvas que o pensamento precisa fazer.

Esse é o preço de facilidade o acesso ao conhecimento, a ferramenta que permite que eu faça a alusão instantanea (Link) a todo um cabedal de conhecimento enciclopédico (Wikipédia). È a mesma que tira o foco de meus leitores. Em resumo meus textos evoluirão e talvez algum dia desses seja capaz em 140 caracteres exprimir um pensamento.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A verdade sobre o consumo de água e o documentário da BBC.

[AVISO AOS LEITORES ESSE TEXTO É INFINITO ! AHAHAH]

Chove torrencialmente no Rio de Janeiro, eu acordo sem saber se é dia ou noite, meu pai sentado na cadeira observa pela janela a cortina de água que impede a visão da rua. Ele se vira para mim e afirma com ar de espanto:

- Essa chuva não é normal, não chovia assim antigamente...

Mais tarde passo na casa de minha avó e ela me diz:

- Aquecimento global uma pinóia, eu to é morrendo de frio...

E nesse momento eu me lembro de minha tia no almoço de páscoa em sua casa, a família toda reunida. Ela dando um ataque porque eu não fechei a torneira enquanto lavava uma faca, dizendo que a agua do planeta ia acabar... Eu tento argumentar mas não tenho nenhuma chance... Dificilmente a agua sobe o morro o mesmo pode se dizer sobre as pessoas que te viram crescer darem o braço a torncer numa argumentação. Por mais fortes que sejam os seus argumentos...

Desde que me recordo tenho sido uma pessoa bastante crítica, talvez em algum momento durante minha infância alguém tenha incentivado esse meu lado e desde então tornei-me crítico em tudo. Aliado a esse senso critico estão minha curiosidade e um processo mnemônico peculiar, que permite que eu me lembre de eventos distantes e as vezes sem importância nos mínimos detalhes, ao passo que sou quase incapaz de recitar diálogos na forma que eles aconteceram.

Sempre que conto um estória de alguma forma acaba sendo resumida e sempre que por algum motivo sou obrigado a repeti-la sou mais lacônico. No fim acabo perdendo grandes fabulas em minha própria mente que passam a ter apenas um sentido abstrato em minha memória. Mas se consigo entender alguma coisa, dificilmente esqueço e se alguém me ensina alguma coisa que desperta minha curiosidade via de regra sou capaz de reproduzir o conhecimento como se ele fosse meu.

Ser assim as vezes faz com que me sinta alienígena em certas situações onde sou incapaz de abandonar o racional entrando naquele transe típico da balada. Enquanto os amigos perdem a noção entregando-se ao êxtase quase bacante eu permaneço no meio deles analisando os comportamentos. Ao longo dos anos aprendi a disfarçar esse deslocamento e em alguns momentos até consigo me soltar, mas são raros esses momentos. Mais comum é que eu mimetize o comportamento quase como Big Dave ou mesmo My Stepmother Is an Alien, EUA, 1988.

Por ser assim, e ter muita informação encripitada nesse dispositivo neurológico que vocês humanos chamam de cérebro quando alguma nova informação é adicionada ela é de alguma forma associada ao banco de dados pré-existente. Nesse processo minha linha de raciocínio passa por algumas premissas básicas procurando propiciando a interpretação de qualquer fenômeno.

Toda essa digressão serve de alicerce ao assunto que eu realmente quero atacar, que é o aquecimento global, mas eu não vou reforçar em absoluto nenhuma das tendências cientificas que disputam a supremacia do mundo acadêmico. Meu enfoque é o fenômeno midiatico batizado de aquecimento global, mas que de certa forma em diferentes locais no mundo apresenta sintomas diversos do mero aquecimento.

Em um primeiro momento deveríamos dizer que o aquecimento é principalmente das calotas polares, o que se verifica dado o degelo do oceano glacial ártico, processo que aumenta a significativamente a quantidade de água doce nos mares do norte e por conseqüência influi nas correntes marinhas. Em suma acaba mudando todo o ciclo de vida de animais e vegetais marinhos responsáveis em ultima instancia pela produção de oxigênio. Já que não é das florestas verdes como a Amazônia que provém o ar que respiramos, como ficou provado nem tão recentemente. E apesar disso as florestas ainda cumprem um papel tão importante quanto poderia se imaginar, o de controlar a temperatura da atmosfera.

Desde que a mídia americana percebeu este grande filão, e o presidente por direito dos EUA Al Gore abraçou está bandeira, a tsunami ambientalista vem percorrendo o globo, com um método bastante similar ao usado para motivar o absurdamente consumista povo americano a fazer qualquer coisa.

Isso em termo de argumentação construtiva é absurdo ainda mais quando se busca atingir o cenário mundial. O fenômeno deveria ser chamado de desgelo das calotas polares e não de aquecimento global. Imaginem-se Russos, vivendo em um pais que na maior parte do tempo varia suas temperaturas entre -30c e 5c. E de repente você fica sabendo que o mundo está se aquecendo. Ora é claro que sentido frio qualquer pessoa seria indiferente ao aquecimento de dois ou três graus, não importa o malefício causado a natureza. As pessoas na Rússia matam para não morrer de frio. Basta que se acompanhe o problema diplomático gerado entre Rússia, Geórgia e EUA pela negociação das tarifas de gás.

Morrendo de frio ninguém é capaz de se mobilizar contra o aquecimento global !

Talvez esse raciocínio seja o que motivou os criadores de The Day After Tomorrow, EUA 2004, a criar um filme onde a erosão ecológica provocada pelo Homem cria uma tragédia de proporções bíblicas transformando EUA e Europa em verdadeiros infernos glaciais. Essa abordagem é muito mais efetiva, principalmente para aqueles que pagam altas contas de aquecimento.

No nosso humilde cenário Tupiniquim, sendo compatriotas de ninguém menos do que Deus, o grande arquiteto do Universo, que malandramente como qualquer Brasileiro que se preze jogou todos os desastres naturais para o território dos visinhos. Éramos quase imunes a essa culpa mundial, esse grande ônus do desenvolvimento industrial e econômico.

Já que nossa matriz energética é basicamente de energia proveniente de hidroelétricas, nossas usinas atômicas nunca foram exploradas até o limite ao ponto de explodir e em se falando de industrialização nós ainda somos aprendizes de feiticeiro, isso pra usar uma metáfora evitando o achincalhe nacional.

Até que surge a bomba, ou melhor dizendo a bufa, somos classificados agora também como grandes poluidores mundiais. Sou capaz até de ouvir Galvão Bueno gritando Brasil sil sil sil sil... E de onde diabos vem essa grande emissão de metano? Peraí metano? Não é esse o gás que faz funcionar aquela cidade da Tina Turner em Mad Max III? E de onde vinha o metano mesmo? Das fezes dos porcos! Barter Town era o nome, não disse que minha memória é esquisita?

Bem já no nosso caso não são as fezes mas os peidinhos que as 100.000.000 de cabeças de gado do Brasileiras produzem diariamente. Chego a pensar em soluções praticas para o caso, talvez um concurso no Faustão para premiar o inventor que melhor desenvolver uma rolha ou no melhor estilo Mad Max seria melhor entubar os bovinos pelo cu. Levando os tubos a grandes tanques de metano que seriam vendidos em postos de gasolina substituindo o gás Boliviano. Pelo menos assim iríamos parar de cheirar o rabo de Evo Moralles.

Contudo o que mais irrita nessa estória toda é a forma como a rede Globo, em especial o Fantástico, abordou a questão para o crédulo povo Brasileiro. Incapaz de emitir, via de regra uma opinião critica sobre um texto que seja. Quanto mais contestar ou contextualizar um programa televisivo.

Arrisco-me a dizer que nem mesmo os jornalistas responsáveis pela pauta são capazes de fazer este raciocinio, isso ou realmente eles são eivados de mau caratismo jornalístico.

A questão se desenrola em torno do Documentário que a BBC fez para o publico Americano tentando conscientizá-lo no sentido de adequar o consumo de água potável a níveis sustentáveis. A primeira coisa que vem a cabeça é que não somos Americanos e não temos os hábitos de consumo deles a segunda é que por sermos compatriotas de Deus, felizmente estamos sentados sobre a maior bacia hidrográfica do mundo!

A máxima do documentário da BBC reside que a água deve ser em alguns anos um bem mais precioso que o petróleo. E no contexto que ele foi produzido faz todo o sentido, já que o publico alvo é o residente na costa Oeste dos EUA. Região onde se produz grandes quantidades de petróleo e de clima semi-desértico.

Só pude perceber a falha na contextualização ao assistir o documentário na integra, exibido pelo Dicovery Channel. Os pequenos trechos que assisti no Fantástico me levaram a seguinte conclusão.

No Brasil não existe a necessidade de racionar a água que sai da torneira!

Qualquer aluno do ensino básico aprende o ciclo das águas, funciona mais ou menos assim: A água evapora do mar formando nuvens, As nuvens se condensam e chove, a água que cai na terra é absorvida pelo solo e uma parte acaba provendo as nascentes, as nascentes abastecem os rios e os rios deságuam no mar renovando o ciclo.

A ação do Homem atrapalha esse ciclo, quando nós desmatamos a mata ciliar responsável pela processo de manutenção das margens ribeirinhas, quando canalizamos e assoaríamos os rios provocando enchentes e todo o tipo de malefício urbano.

No caso por exemplo da cidade do Rio de Janeiro o abastecimento é feito a partir das águas do rio guandu. Um rio que como quase todos nasce puro e é poluído pela ocupação irregular que despeja esgoto in natura em seu leito.

A CEDAE então inicia o processo de tratamento das águas, que demanda uma série de produtos químicos deixando o processo de abastecimento relativamente custoso.

Por isso não é exagero dizer que a água utilizada lavando calçadas não faz falta ao meio ambiente, pelo contrário ela de certa forma retirada de um meio poluído que inevitavelmente desaguaria no mar. A população economizar ou esbanjar apenas influi na capacidade da CEDAE em abastecer a população com água potável, mas de forma alguma pode extinguir a água doce no Rio de Janeiro. O mesmo se repete em vários mananciais Brasileiros com exceção dos municípios supridos por açudes e barragens.

Já na costa Leste dos EUA a realidade é exatamente oposta, principalmente em se tratando da maior consumidora dos recursos hídricos do rio colorado aquele que corta o Grand Canyon, Las Vegas! O monstro capitalista erguido no meio do deserto de Nevada.

Que pode exaurir a barragem construída ao norte e efetivamente acabar com a água da região.

Tudo isso seria um raciocínio simples quase obvio a qualquer um que pesquisasse um pouco a respeito do que ouve e passa a ter como verdade. Infelizmente vivemos em um mundo onde a opinião publica segue a opinião publicada. E se essa opinião for demonstrada na televisão é provável que seja elevada ao status de verdade absoluta lado a lado com as verdades religiosas.

Que bom que sou um E.T. o primo pobre de Klaatu de The Day the Earth Stood Still. É uma pena que em vez de andróides super poderosos eu só tenha esse blog...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Axl came back !

Acabei de chegar do show do Guns, e por isso peço desculpas a todos se escrever alguma asneira colossal  pelos inevitaveis erros ortograficos, de concordancia e ou linguisticos. 

Antes de narrar as peripécias desse domingo de páscoa, que aliás não foram nem tão grandiosas assim já que pelo visto estou ficando velho e chato. Vamos voltar um pouco no tempo, tendo a primeira parada no dia 14 de março data original do show do Guns n` Roses, ou melhor seria dizer Axl Rose e banda cover do Guns?

Sim porque todos os argumentos que qualificariam o trabalho dessa rapazeada que acompanha o pato roco cheio de botox, caem por terra quando o guitarrista faz questão de imitar Slash. Tanto no gestual, na cor da guitarra, quanto no jeito de solar, chapéu quase cartola na cabeça e um cigarro quase caindo da boca. O cara deve ligar pra casa pra falar com a mãe e a coroa pergunta:

- "Atual gutarrista do guns"¹ é você meu filho ?

E ele responde:

- Pô mãe já não falei pra me chamar de Slash?

Voltando ao famigerado dia 14, o dia em que o céu e o palco desabaram. Estavamos eu e minha trupe de amigos felizes e contentes, por sinal muito mais animados que hoje, cantando e zoando. Felizez pra cacete² porque depois de nove anos a rosinha veio fazer show no rio e finalmente lançou a porra do Chinese Democraci.

Nesse interim só para ilustrar, minha prima que estava grávida no Rock in Rio III, deu a luz à minha afilhada, hoje uma menina com oito anos. Absurdamente inteligente e que ouviu hoje talvez pela primeira vez na vida You could be mine, no meu celular.

Fiquei pensando que deu tempo dela nascer aprender a falar, ter opinião e me encher o saco pra ir no show. E começou a cair uma ficha na minha cabeça que só acabou de fazer Blim blim no meio do show enquanto titio Axl corria desajeitadamente de um lado para o outro do palco na praça da apoteose.

No auge da fase fã de Guns, eu devia ter uns desesseis anos, e o guns já não existia como banda em sua formação original, já a um tempo. Sendo assim a imagem que eu e outros amigos tinhamos do Sr Axl Rose era dele no auge da forma. Estavamos em 2000 vendo clipes da decada de 90, com um culto especial ao show de Tóquio (Wellcome to the jungleEstranged, e é só ir seguindo os videos related). Na época desse show nosso amigo tinha um rosto angelical com aparentando a idade que eu tenho hoje, 25 anos.

Bem ou mal, mesmo que eu tivesse 16 o Axl aparentasse 25 e tivesse um pouco mais. Eu sentia como se ele tivesse a minha idade, talvez esse deva ser o link de identicação, necessário entre todo artista e seu publico. Onde por mais que as idades sejam diferentes o artista consegue falar tão bem a linguagem dos fãs que é como se estivessem na mesma faixa etária.

O tempo passou, até que em 2001 veio o show do Rock in Rio, e lá estava ele doidarasso assim como eu, cantando relativamente mal mas que se foda era Guns. E a todo o momento aquilo pareceu legal, corriam rumores de que Slash estava nos camarotes assistindo o show e a qualquer momento poderia subir no palco e os dois fariam as pazes. Guns N´ Roses estaria devolta.

Mas agora voltando ao presente quando ficha acaba de cair olho para o palco quando Axl entra depois de me deixar tanto tempo esperando, pelo novo album e pelo início do show e quase não o reconheço.

Devemos realmente estar ficando velhos! Mas pensando nisso e reparando bem no Axl agora vejo um homem de 49 anos a minha frente. Porra! Meu pai tem 48, ou seja no fim das contas... Axl Rose envelheceu em dez anos o que seria equivalente a vinte e quatro anos. Isso pode parecer loucura, mas não estou falando da idade cronológica do nosso amigo. E sim da percepção que tenho a respeito não da pessoa mas do personagem Axl.

Talvez isso explique, quem sabe sejam esses os motivos que o levaram a fazer as cirurgias plásticas que fez, e perdoem me a franquesa foram um desastre digno de Michal Jackson³. Talvez Axl tenha feito as plasticas para tentar de certa forma voltar no tempo e recomeçar de onde parou.

É uma pena que a marca, o legado do Guns seja um peso para ele. Chego a pensar que o melhor talvez o mais justo a fazer fosse deixar o G n´R no passado e reinventar um som que tivesse a ver com a latência artistica contemporanea. Quem sabe para o nosso amigo não seja hora de dizer Live and let die em relação marca   G n`R. Creio que para Axl sobreviver artisticamente o Guns deva ser enterrado já que está morto, tanto quanto os Beatles estão mortos para Paul McCartney, e o Nirvana para David Grohl.

O que sempre definiu Gn´R pra mim, era a sinergia entre Axl e Slash, que todo o mundo sempre soube ser passageira, dado o fato de serem dois gênios ocupando o mesmo palco. Sem Slash para equilibrar Axl não existe Guns n Rores !

Gostaria muito que Axl superasse essa fase, e gostaria ainda mais de conhecer o trabalho dele advindo de um cenário contemporaneo. Porque um album com mais de dez anos de produção não retrata nada a não ser a crise em que o artista esteve submerso.

Talvez se ele conseguisse superar seus rancores, pudesse finalmente sair de sua própria sombra adolescente, como aliás muitos de nós tentamos fazer.

Se fosse assim, Axl deixaria de ter quarenta e nove anos e quem sabe eu bem como todos os verdadeiros fãs voltassemos a enxergá-lo com a nossa idade, não importa ela qual seja.

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Passo as considerações sobre o show.

O show estava marcado para as 8 horas e começou a uma e meia, evidentemente houveram bandas de abertura que mantiveram a galera ocupada. Mas entre o final do show do Sebastiam e o começo do Guns passaram-se mais de uma hora.

Axl trocou de ropa exatamente dez vezes, a Beyonce trocou apenas três.

Durante o Show do Guns eu fiz muitos comentários a respeito da capacidade vocal do Axl, ele parecia estar roco e com a voz falhando. Cheguei a comentar com um amigo que parecia que alguem estava mexendo no botão de volume na garganta do cara. POREM só na penultima musica antes do bis, Nigthtrain é que constatei que a falha era dos retardados da mesa de som. Quando no meio de uma nota o som do mic simplesmente sumiu! E era isso que estava acontecendo o show inteiro atrasando a minha diversão e despertanto o pior em mim. O senso critico cri cri, ainda bem que tenho amigos pacientes!

Além disso a porra da mesa de som no inicio de you coud be mine cortou o agudo da guitarra solo. OBRIGADO PESSOAL DA T4F, seus filhos da puta incompetentes de merda !

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1-(É vero, eu não sei o nome do cara! E quem sabe? Do jeito que ele se porta nunca vai sair da sombra de um cara que nem faz mais parte da banda!).

2-(Sim, apenas nesse post me permitirei usar esse tipo de linguagem chula. Qualquer dia vou escrever sobre isso, mas vocês já reparam que em novela ninguem fala um porra, um merda, puta, piranha nem nada disso. Nem os vilões chingam, nem em seu leito de morte eles dizem um palavrão, vão para o irferno mas sem chingar!)

3-(O show de hoje teve tanta pirotecnia, que eu fiquei imaginando a gravação daquele maldito clipe do MJ onde ele começou a se fuder de verdade com o lançe do cabelo inflamado).

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Promoção vasco na pele.

Desde que a Cavalera renovou o design da camisa três do time de futebol do nosso amado Clube de Regatas Vasco da Gama, o pessoal da diretoria de marketing vem se empenhando em criar uma ação de guerrilha capaz de divulgar o novo conceito por trás das mudanças que nosso novo presidente vem implementado.

Talvez ter sido rebaixado a segunda divisão tenha metaforicamente sido o equivalente a descida de Dante aos infernos. Quem sabe não foi essa a penitência a que a nação vascaína tenha tido que se submeter para purgar de vez o encosto de você sabe quem... Que demorou a sair da cadeira da presidência. Aquele a quem prefiro não escrever o nome, não por ser ele tal qual Voldemort aquele a quem não devemos nomear.. Nada disso, só porque não precisamos lembrar dos erros, devemos nos concertar no futuro...

A metáfora Dantesca aplica-se bem a nova formulação da camisa três... Que quase lembra as vestes de um cavaleiro templário, talvez o pessoal da Cavalera simplesmente tenha parado pra jogar o novo jogo Inferno de Dante para XBox 360. E fumando unzinhos tiveram a idéia... Que aliás nem por isso deixa de ser muito interessante ;D.


Bem amigos antes que eu me perca no assunto, vamos ao que interessa. O clube associado a Pênalti e a Cavalera. Pretendem quebrar o recorde de tatuagens feitas no mesmo dia. Estão convocando a torcida para em uma data que ainda não foi definida tatuar a Cruz de Malta estilizada no formato templário.

Maiores e melhores informações : http://www.vasconapele.com.br/

Já foi época em que eu seria um dos muitos a cometer essa loucura de tatuar a cruz de malta símbolo do nosso querido Clube de Regatas Vasco da Gama. Hoje creio ser incapaz de tamanha demonstração de devoção, francamente eu nunca fui fã de futebol. Talvez por me faltar habilidade em campo ou quem sabe por não ter muita jeito mesmo para esportes em grupo no geral.

No entanto cresci com o clube dentro de casa, sendo uma de minhas tias funcionária do CRVG, tive a oportunidade de freqüentar inúmeras vezes as dependências de São Januario e pratiquei durante algum tempo natação e esporadicamente outros esportes.

Tenho e guardo com certo orgulho no armário uma camisa infante autografada pelo então artilheiro Roberto Dinamite, hoje presidente do clube.

Mesmo não sendo afeto ao futebol sempre tive identificação com o clube. Já na adolescência quando queria fazer parte de algum grupo foi fácil para mim juntar-me a Força Jovem, para quem não conhece uma torcida organizada para o futebol. E de certa forma na época ser parte da FJV era como marcar opinião sendo anti-flamenguista. O que para mim sempre foi o mais importante.

Talvez nessa época la pelos meus quatorze anos eu fosse o primeiro da fila nessa onda de tatuar a Cruz de Malta estilo templário no corpo. Que além de ser símbolo do meu clube é símbolo de uma ordem merecedora de muitos e muitos textos narrando de sua origem, passando pelo seu papel nas cruzadas até sua redenção e sucessiva excomunhão pela igreja Católica.

Na época o mesmo motivo que me ligou visceralmente ao clube, propiciou o meu afastamento e agradeço a aquela minha tia por mostrar as informações de bastidores necessárias a que eu fizesse a autocrítica e saísse daquela vida de porradaria cotidiana. E eu até que gostava das porradarias coletivas, mas chega uma hora que a coisa fica séria e você não sabe porque está batendo e nem porque está apanhando.Como tudo na vida é um ciclo, eu completei o meu... Guardo algumas boas lembranças e outras nem tanto.



Pensando bem, talvez os próprios cavaleiros templários tenham passado por esse tipo de processo e assim como eu começaram a enxergar os motivos ou a falta de motivos na guerra que travavaram pela conquista e manutenção da terra santa. Quem sabe eles, assim como eu, tiveram acesso a informações de bastidores na igreja católica e simplesmente decidiram lutar por algo que valesse realmente a pena.

E se contestar a igreja é contestar Deus, terem eles sido excomungados por essa heresia seja metafóricamente equivalente ao que Roberto Dinamite passou ao lutar para salvar o clube das garras do despótismo...