De certo que nem tudo no universo tem ha ver com relações humanas... Só tem ha ver com isso tudo aquilo que interessa! E mais uma vez o homem coloca o seu umbigo no centro do universo, e deveria ser diferente? Afinal não é a partir de si mesmo, tendo o próprio ponto de vista como referencial que julgamos tudo na vida. Talvez o universo não gire em torno de mim... Mas o meu universo com certeza é construído em torno da minha percepção.
Se a sua vida fosse um filme, será que você seria o personagem principal? Ou meramente um coadjuvante aguardando as falas do protagonista. Se nossa vida fosse um filme que tipo de filme seria? Será que agradaria ao publico? Será que você mesmo o assistiria ou iria embora do cinema na metade?
O interessante nessa metáfora é que se pensarmos que todos somos personagens principais em nossos próprios filmes, quem seriam os coadjuvantes? Se todos se comportassem como astros e estrelas não haveriam planetas para abrigar a vida...
Do modo como eu vejo as coisas parece que as relações humanas são sempre assim, com pessoas algumas pessoas determinadas a se tornarem protagonistas de suas próprias vidas e outras sendo coadjuvantes em muitos filmes alheios.
Mas se todos vivem sua realidade pessoal, julgando o mundo de acordo com o gênero de seu filme, ou sobre sua ótica de valores. Usando nesse caso as ferramentas que temos qual sejam elas os nossos pobres 5 sentidos somados a nossa inteligência, raciocínio e intuição. Teremos como resultado final dessa equação a percepção que uma pessoa obtém sobre determinado fato ou acontecimento.
Essa percepção é motivada por um fator alienígena, vindo de um mundo caótico e misterioso chamado mundo real. Esse mundo real é de fato inalcançável a imensa maioria das pessoas que via de regra vivem presas ao seu universo de percepções. Gerado a partir do estímulo de uma fagulha do mundo real que é lapidada ou fundida com elementos próprios da mente de todos nós.
O nosso universo pessoal, é na verdade a forma mais cômoda que achamos de equacionar, de explicar, de solucionar, de amenizar a aspereza do mundo real. Por isso vivemos em nossas próprias mentes. Existem ainda os que pensam viver no mundo real tentando não gerar nenhuma explicação ou solução para os estímulos que recebem esperando dessa forma ver sempre de maneira mais cética os fatos que se envolvem.
Estes criam pra si mesmos um mundo árido, truculento e belicoso vendo somente o que é real. E desse modo vivem irremediavelmente presos, mais condenados que os demais, em um mundo criado por suas próprias mentes. Pois apesar desse universo ser formado sem as impressões de suas mentes, faltam nele pessoas com quem se relacionar. Esse é um universo deserto e solitário para aqueles que caem em sua armadilha.
O verdadeiro mundo real está além desse deserto de fatos puros e sentimentos de descrença. Ele habita em uma esfera comum composta por todos os universos criados pela mente e pelos sentidos das pessoas. Como uma colcha de retalhos de pequenos micro-versos multicoloridos. Esse é o universo das pessoas esse é o que interessa, pois somos pessoas e não elementos da natureza.
Mas como despertar para esse mundo? Como participar de um universo onde todos pensam estar no centro? Onde as regras mudam de pessoa para pessoa?
Por mais que cada pessoa seja um ser único nós serem humanos nos dividimos por grupos e por afinidades. Somos frutos do meio onde crescemos e das escolhas que nos são permitidas. Desse modo o numero de universos pessoais, leia-se de padrões e de conjuntos de valores. Não são infinitos.
E como é possível visitar esses outros mundos? Como é possível dois universos se relacionarem em harmonia plena sem se destruir? A chave para esta questão está na palavra empatia. Empatia é a capacidade de perceber o mundo de acordo com a ótica de outra pessoa. Através da empatia podemos compreender porque duas pessoas podem ter opiniões diferentes crendo que a sua opinião é a correta, e ainda assim estarem cobertos de razões.
Porque suas razões são diferentes e fazem sentido sob seus próprios pontos de vista. Eu já ouvir dizer sem comprovação que a palavra inglesa para guerra WAR. É uma sigla para "We are right" ou nós temos razão. Não tenho certeza sobre a raiz etimológica mas pra mim faz todo o sentido. Pois mesmo os maiores crimes de guerra foram cometidos por aqueles que criam estar fazendo a coisa certa.
O antídoto para as desavenças, a solução para os conflitos, a porta para a sabedoria reside na empatia. E pra ter empatia basta que a pessoa tenha vontade de perceber o outro de entender como funciona as regras do universo daquela ou daquelas outras pessoas.
VIDA LONGA E PRÓSPERA !!!
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