sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Reencontrando a real politica. INTRO.

Muito tempo passou desde que estive no seio dos acontecimentos que marcaram a história, talvez fazendo uma reavaliação do meu e do nosso trajeto. Talvez apenas curando as feridas. E ainda assim permaneço incapaz de manter-me afastado do processo de transformação na sociedade.

Quem sabe esse retiro auto-imposto tenha servido para me dar a maturidade intelectual necessária a essa jornada. Cheguei a conclusão simples que não tenho opção, não posso me abster mais do que já fiz sem desenvolver em mim um grande recalque. Um grande sentimento de desperdiçar o que tenho de melhor sem ter ofertado isso ao mundo.

Faz parte de minha natureza o olhar critico e analítico, um questionamento sem fim de
por que(s). E como tive esse período para pensar sobre as coisas que cercam o ambiente de poder na nosso sociedade, desenvolvi algumas teorias. Algumas bem pretensiosas eu admito outras que talvez eu não possa chamar de minhas, afinal sempre que alguém acha que teve uma grande idéia nos dias de hoje descobre que não está muito além do que algum pensador obscuro já escreveu ou publicou.

Mas não é essa a minha pretensão, eu não esquadrinhei a literatura, filosofia, nem muito menos a ciência política atrás de respostas.

Isso em primeira parte porque se assim o fizesse estaria apenas procurando apoiadores para minhas idéias e não procurando entender o pensamento desses escritores, como é hábito no meio acadêmico.

Depois porque vejo que o mais importante nesse momento da nossa história não é produzir conhecimento, nem mesmo buscar a originalidade. O mais importante é dizer o óbvio! Dizer o que está em suspensão no mar de pensamentos que nos rodeia. Dizer o óbvio na minha humilde visão já é sinal de genialidade. Talvez seja essa a minha denominação, um gênio do que é óbvio. Das verdades simples que estão bem abaixo do nosso nariz.

E por ultimo vem a questão do contexto. Eu creio que grande parte dos grandes escritos são absurdamente mal interpretados. Pois não há na maioria das vezes interlocutores capazes de compreender o momento e a motivação de seus autores. Além disso, perceber as mudanças que ocorrem no dia a dia da sociedade e adequar a interpretação à elas é uma tarefa hercúlea. Que em minha opinião pode apenas ser realizada por aqueles que se dedicam exclusivamente a isso. O que não é o meu caso, já que o que busco é promover o debate em uma escala bem maior.

Por isso fico pelas beiradas da intelectualidade, ousando sim questionar os grandes paradigmas, mas com consciência que muitas coisas que acredito hoje são como castelos de areia. Aos quais não me apegarei, pelo contrario vou lançá-los contra todos os rochedos possíveis. Submeterei essas minhas teorias a todo intelectual disposto a desconstruí-las. E no final o que restar de pé será forte o bastante para tomar seu lugar no mundo.

Ainda acho que não estou pronto para o embate. Ainda penso que tenho muito a aprender, muitos autores interessantes para ler. E eu definitivamente não gosto de perder, mas sinceramente não tenho encontrado por essas andanças nenhum livro que seja mais atual do que o que passarei a escrever. Nenhum intelectual que tenha alguma idéia ousada ou nova que seja para dar respostas as perguntas que tem sido feitas. Por isso meus amigos leitores, convido vocês a me acompanhar por essa grande reflexão que é pensar política nesse inicio de século.

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